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11/03/2012

Cineastas lançam manifesto em apoio à Comissão da Verdade

Alerto aqui!! esse é um dos debates mais importantes que o país está fazendo. Dificilmente você o verá na "grande mídia" por não interessar aos seus proprietários por isso as redes sociais precisam funcionar para evitar qualquer resquícil de retorno á "inferno" brasileiro.


Diante das manifestações de alguns setores militares "confrontando as instituições democráticas e o próprio estado de direito", um grupo de mais de cem cineastas brasileiros divulgou um manifesto em defesa da Comissão da Verdade. "Repudiamos os ataques desses setores minoritários das Forças Armadas brasileiras, que de forma alguma irão obstruir as investigações que devem ser iniciadas o quanto antes", afirma o manifesto.

MANIFESTO DOS CINEASTAS BRASILEIROS EM APOIO À COMISSÃO DA VERDADE

Nós, cineastas brasileiros, expressamos a nossa preocupação com as frequentes manifestações de militares confrontando as instituições democráticas e o próprio estado de direito. Todos os cidadãos brasileiros têm o direito de conhecer o que foram os 21 anos de ditadura militar instaurada com o golpe de 1964. É preciso que a Comissão da Verdade, instituída para esclarecer fatos obscuros daquele período, em que foram cometidas graves violências institucionais, perseguições, torturas e assassinatos, tenha plenas condições e apoio da sociedade brasileira para realizar essa tarefa histórica.

Repudiamos os ataques desses setores minoritários das Forças Armadas brasileiras, que de forma alguma irão obstruir as investigações que devem ser iniciadas o quanto antes. Estaremos atentos para que tal comissão seja composta por pessoas comprometidas com a democracia e com a verdade.

1. João Batista de Andrade
2. Roberto Gervitz
3. Lucia Murat
4. Manfredo Caldas
5. Luiz Carlos Lacerda
6. Jaime Lerner
7. Hermano Penna
8. Helena Solberg
9. David Meyer
10. Luiz Alberto Cassol
11. Renato Tapajós
12. Geraldo Moraes
13. Laís Bodansky
14. Luiz Bolognesi
15. Silvio Da Rin
16. Rosenberg Cariri
17. Toni Venturi
18. Joel Zito Araujo
19. André Kotzel
20. Paulo Morelli
21. Carlos Alberto Riccelli
22. Ana Maria Magalhães
23. Henri Gervaiseau
24. Zita Carvalhosa
25. Ícaro Martins
26. Rubens Rewald
27. Ruy Guerra
28. Daniela Capelato
29. Wolney Oliveira
30. Guilherme de Almeida Prado
31. Jorge Alfredo
32. Roberto Berliner
33. André Ristum
34. Carlos Gerbase
35. Omar Fernandes Aly
36. Renato Barbieri
37. Jeferson De
38. Alain Fresnot
39. Murilo Salles
40. Sergio Roizenblit
41. Gilson Vargas
42. Marcio Curi
43. Newton Canito
44. Isa Albuquerque
45. Rose La Creta
46. Rodolfo Nanni
47. Monique Gardenberg
48. José Joffily
49. Chico Guariba
50. Luiz Dantas
51. Tetê Moraes
52. Eliane Caffé
53. Walter Carvalho
54. Augusto Sevá
55. Eliana Fonseca
56. Daniel Santiago
57. Paulo Halm
58. Mariza Leão
59. Sergio Rezende
60. Jorge Durán
61. Miguel Faria
62. Jom Tob Azulay
63. Flavio Frederico
64. Tatiana Lohmann
65. Mauro Baptista Vedia
66. Claudio Kahns
67. Lauro Escorel
68. José Araripe Jr
69. Galuber Paiva Filho
70. Ricardo Pinto e Silva
71. Sergio Bloch
72. Ariane Porto
73. Cesar Charlone
74. Roberto Farias
75. Roberto Santos Filho
76. Oswaldo Caldeira
77. Ricardo Elias
78. Christian Saghaard
79. Pola Ribeiro
80. Tuna Espinheira
81. Lázaro Faria
82. Marina Person
83. David Kullock
84. Mara Mourão
85. Silvio Tendler
86. Sergio Machado
87. Cecília Amado
88. Edgard Navarro
89. Henrique Dantas
90. Cesar Cavalcanti
91. Dodô Brandão
92. Carolina Paiva
93. Guto Pasko
94. Carlos Dowling
95. Duarte Dias
96. Kleyton Amorim Marinho
97. Renato Ciasca
98. Rubens Xavier
99. Antonio Olavo
100. Luiz Carlos Barreto
101. Lucy Barreto
102. Paula Barreto
103. Bruno Barreto
104. Phillipe Barcinski
105. Cristina Leal
106. Tata Amaral
107. Eduardo Escorel
108. Alfredo Barros
109. Helena Ignez
110. Sergio Sanz


Fonte: Blog do Eri

04/03/2012

ALERTA!!Manifesto de militares com críticas a Dilma soma 647 assinaturas

Quem conhece a história do militarismo no Brasil, sobretudo no século XX, sabe do quanto mal esses senhores fardados trouxeram ao pais. Foram assassinatos, torturas, sensura e terror ao longos das décadas de ditadura militar. Hoje governa o país uma vítima direta desse poder, a comandante maior das forças armadas, presidente Dilma,  parece incomodar esse monstro adormecido que pode acordar a qualquer momento, sem exagero. A sociedade precisa ficar alerta. Perceba o tom do discurso:


iG Brasília 
Foto: Blog do Planalto
Amorim com os comandantes das Forças Armadas
Subiu de 98 para 647 o total de assinaturas do manifesto de militares da reserva com críticas à presidenta Dilma Rousseff sobre uma suposta mudança de postura política do governo federal em relação ao período da ditadura militar (1964-1964). O caso provocou um desconforto entre o Palácio do Planalto e o comando das Forças Armadas nas últimas semanas.
Os números do manifesto são do site “A Verdade Sufocada”. A publicação afirma que assinam o documento 61 generais, um desembargador, 258 coronéis, 55 tenentes-coronéis, 11 majores, 17 capitães, 20 tenentes, 15 subtenentes, 15 sargentos, dois cabos, um soldado. Mais 191 civis também apoiam a iniciativa, segundo o site.
No manifesto, Dilma é criticada por permitir que ministros do governo façam declarações contra militares. “Ao completar o primeiro ano do mandato, paulatinamente vê-se a Presidente afastando-se das premissas por ela mesma estipuladas. Parece que a preocupação em governar para uma parcela da população sobrepuja-se ao desejo de atender aos interesses de todos os brasileiros”, diz o texto na sua abertura.
Responsável por divulgar o manifesto, o site “Verdade Sufocada” é mantido por Maria Joseita Ustra, mulher de Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ex-chefe do DOI-Codi (órgão de repressão do Exército), ele é acusado na Justiça por ter praticado tortura em presos políticos durante a ditadura militar. Ustra nega.
Sob o título “Alerta à Nação - eles que venham, por aqui não passarão”, o manifesto foi publicado incialmente no site do Clube Militar no dia 16 de fevereiro. O objetivo era cobrar de Dilma uma postura contrária a declarações das ministras Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Secretaria Especial de Políticas das Mulheres) sobre a ditadura.
Maria do Rosário defendeu que familiares de perseguidos políticos ingressassem com ações na Justiça contra militares. Já Eleonora Menicucci lembrou seu passado de luta armada na cerimônia em que foi empossada ministra. Para os militares da reserva, Dilma deveria censurar publicamente o posicionamento das auxiliares
“Os Clubes Militares expressam a preocupação com as manifestações de auxiliares da presidente sem que ela, como a mandatária maior da nação, venha a público expressar desacordo com a posição assumida por eles e pelo partido ao qual é filiada e aguardam com expectativa positiva a postura de Presidente de todos os brasileiros e não de minorias sectárias ou de partidos políticos”, afirma o texto.
Dilma não gostou das críticas, segundo palacianos. O ministro da Defesa, Celso Amorim, pressionou o comando das Forças Armadas a fim de que o texto fosse retirado do site. Por meio de nota, o presidente do Clube Militar, general Renato Cesar Tibau da Costa, admitiu ter conversado com o comandante do Exército, mas negou ter sido pressionado.
“Houve uma conversa sobre o assunto, sem pressões, como acontece entre camaradas unidos pelo mesmo ideal”, afirma Tibau da Costa na nota. “A retirada do documento da página do Clube não significou recuo nem que se desistiu de lutar, mantendo as tradições de 125 anos da “Casa da República”, que jamais serão maculadas”, completa.
Depois que o texto foi retirado do site do Clube Militar, o movimento ganhou mais adesões e passou a desafiar o ministro Celso Amorim.